“Desejo proibido”: três histórias, um só filme!

Não é todo dia que temos o prazer imenso de assistir a um filme que consegue reunir drama, comédia, beleza e crítica, mas essa é a experiência que “Desejo proibido” pode nos proporcionar. São três histórias, drigidas por Jane Anderson (The Prize Winner of Defiance, Ohio), Martha Coolidge (Lost in Yonkers) e Anne Heche (On the Edge).

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Título Original: If These Walls Could Talk 2
Ano de produção: 2000
Direção: Jane Anderson, Martha Coolidge, Anne Heche
Roteiro: Jane Anderson, Anne Heche, Alex Sichel E Sylvia Sichel
Duração: 96 minutos

1619209_242574185929179_1474192994878940207_nTemos aqui espécies de contos que são reunidos em um mesmo filme, tendo histórias diferentes, porém com pontos comuns: nesse caso, a mesma casa e a mesma orientação sexual. No primeiro momento, em 1961, temos a trama de Abby e Edith, na qual uma das partes, após um relacionamento de 50 anos, se vê em uma situação emocional e judicial muito complexa, ainda mais considerando a época na qual a trama se passa. Em seguida conhecemos, na mesma casa, em 1972, Linda, uma feminista expulsa do grupo de mulheres que ajudou a criar na faculdade, juntamente a três amigas, simplesmente pelo fato de serem lésbicas. Linda conhece, em c
erto momento, Amy, por quem se apaixona, levantando então questões muito interessantes sobre gênero e sexualidade. Por fim, em 2000, Fran e Kal se esforçam para ter um filho, o que rende cenas muito engraçadas, e, ao mesmo tempo, críticas.

Filmes que contêm mais de uma história, como “Night on Earth”, dificilmente conseguem criar um ritmo único, e, principalmente por conta da escolha de atores e atrizes, algumas histórias acabam sendo melhores que outras. Nesse caso, porém, é difícil escolher qual se mostra melhor que outra, porque elas conseguem criar um ritmo e cada atriz escolhida se encaixa de forma perfeita em seu papel. Outro ponto muito positivo do filme refere-se a continuidade que a constante presença da casa cria, acompanhando a continuidade do roteiro, que mostra os anos se passando, os aspectos sociais mudando, e, ao mesmo tempo, ainda tendo coisas a mudar, e principalmente marca a mudança de postura das diferentes mulheres que protagonizam o filme.

Esse é um filme perfeitamente indicado para qualquer um que se interesse por questões sociais, mas também para quem gosta de histórias de amor, porém não histórias de amor no estilo Nicholas Sparks, mas sim um amor real e palpável, que enfrenta dificuldades diárias, e no caso, enfrentam não só a convivência, com suas qualidades e defeitos, mas também o preconceito social e jurídico. Sinceramente, porém, acho que todos e todas que apreciam um bom filme devem assistir a esse!

“Arte e manhas”: arte dos muros aos papéis

A “Arte e manhas” dessa semana traz de aquarela a tinta spray, de camisas e bloquinhos a muros e intervenção no espaço urbano: falaremos hoje sobre o lindo trabalho de Evelyn Queiróz, Negahamburguer.

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Negahamburguer diz que o desenho sempre foi sua maior paixão, mas sempre acreditou que não fazia sentido colocar um desenho na parede ou no papel, se ele não passasse uma mensagem, e foi mostrando a realidade de uma forma doce e bonita, mas sem perder seu tom crítico, que a artista fez sua arte: seus principais temas são feminismo, sexo, cotidiano e aceitação do corpo.

Através de seus homens e mulheres, cis ou trans*, podemos perceber as várias formas, cores e perspectivas presentes dentro da sociedade, e é aí que Negahamburguer deixa de ser só um desenho na parede e passa a ser uma espécie de pensamento coletivo, que representa tantas pessoas.

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A artista paulistana pretende transpor sua arte das ruas para o papel não somente em forma de ilustração, mas agora também na forma de um livro. Através do Catarse o Projeto Beleza Real já conseguiu a arrecadação mínima para que o livro seja produzido e lançado, mas ele ainda não acabou: o projeto continua para tentar expandir esse trabalho, levando Negahamburguer a outros horizontes.