“Arte e manhas”: dois artistas e muita arte!

Quem nunca pensou: “vou fazer um projeto de 365 (insira aqui o que você sabe, gosta ou quer aprender a fazer) em um ano”? Pois bem, quase todo mundo já pensou em fazer esse tipo de projeto, seja para realização pessoal ou não; e alguns artistas resolveram colocar em prática essas ideias. Hoje, no Muquifo, falaremos de um artista brasileiro e um mexicano que resolveram fazer uma ilustração por dia: orgulhosamente, apresentamos, André Forni e César Moreno.
 
César Moreno é mexicano e suas ilustrações representam, em geral, personagens da cultura pop, incluindo aí filmes, jogos, música, cinema e séries de TV. O que faz de suas ilustrações tão marcantes é seu traço, ao mesmo tempo firme e sutil. Tanto para os que tem, quanto para os que não tem, facilidade para desenhar, ver o que esse cara consegue fazer com papel e caneta chega a dar um nózinho na garganta! Você pode conferir o seu projeto de 365 ilustrações em um ano, e outros trabalhos seus, aqui.
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Outro que topou o projeto de fazer uma ilustração por dia é André Forni, genial artista brasileiro, que já trabalhou com animação em Kung Fu Panda, O bicho vai pegar 2 e 3, entre outros filmes. Suas ilustrações não tem uma temática padrão definida, são um desafio não só em termos de técnica, mas também de concepção, e ainda assim, o resultado é sempre incrível: seu traço não é marcado, e cria imagens que lembram o surrealismo, a medida que também lembram uma incrível tela em aquarela, e sempre com uma paleta de cores super harmônica. Você pode conferir o resultado desse projeto aqui e se deliciar com os vídeos do processo de produção de algumas dessas obras aqui.
 
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“Arte e manhas”: um Latuff incomoda muita gente…

A “Arte e manhas” dessa semana traz um cartunista carioca que divide opiniões. O Muquifo orgulhosamente apresenta: Carlos Latuff.
ImageA carreira desse grande artista brasileiro começa em 1989 quando ele trabalhou com ilustrações em uma agência de propaganda; depois disso sua primeira charge é publicada em um boletim do Sindicato dos Estivadores e a partir de então seu trabalho se volta para a questão política, e oficialmente Latuff se torna o cartunista que conhecemos: sempre envolvido com a imprensa sindical, e principalmente com a militância artística ativa na internet e em meios de diversas partes do mundo. O trabalho do cara tem visibilidade internacional, dentro de diversos movimentos, e a primeira charge brasileira a participar do Concurso Internacional de Caricaturas sobre o Holocausto (organizado em 2006, no Irã, pelo jornal Hamshahri) é de sua autoria, e obteve o segundo lugar.
ImageE fica a pergunta: por quê Latuff divide opiniões? Glauber Rocha já nos disse que “A função do artista é violentar”, e Latuff faz jus a isso: ele violenta tudo aquilo que nos transforma na sociedade cheia de doenças na qual estamos inseridos. Com seu olhar crítico e ácido, Latuff critica de forma brilhante os abusos de poder, o consumismo, o capitalismo, as guerras cruéis que fazem parte do nosso cotidiano, e que de certa forma acabaram sendo naturalizadas. E é claro, isso incomoda! E que bom que temos artistas brasileiros incomodando, não é?

Para finalizar, ao invés de ficar repetindo o quanto seu trabalho é respeitável e incrível, nada melhor do que deixar aqui algumas doses de sua arte:

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Para conhecer mais do seu trabalho é muito simples, visite seu perfil no facebook: https://www.facebook.com/realcarloslatuff

“Arte e manhas”: cotidiano em cores

7 pessoas, que correspondem a 7 cores, em uma página do facebook: a “Arte e manhas” dessa semana comenta a página “batata frita murcha” (https://www.facebook.com/batatafritamurcha).

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Na página encontramos as tirinhas feitas por Heron Prado, correspondente a cor amarela; Augusto Botelho, cor vermelha; Lovelove6, rosa; Daniel Lopes, azul; Mateus Gandara, roxo; Lucas Marques, verde; e finalmente Renata Rinaldi, representando a cor laranja. Cada uma das tirinhas vem com a cor de seu autor, trazendo temas dos mais diversos, como por exemplo os valores sociais de apego; o amor, em suas formas mais diversas; relações sociais; o cotidiano; na prática, as temáticas da vida: é a vida em arte, e a arte em vida, de forma simples, bonita e crítica.

E nada melhor para mostrar esse trabalho do que literalmente mostrando-o:

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Acesse a página no facebook e confira mais desse ótimo trabalho: 

https://www.facebook.com/batatafritamurcha

“Arte e manhas”: arte dos muros aos papéis

A “Arte e manhas” dessa semana traz de aquarela a tinta spray, de camisas e bloquinhos a muros e intervenção no espaço urbano: falaremos hoje sobre o lindo trabalho de Evelyn Queiróz, Negahamburguer.

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Negahamburguer diz que o desenho sempre foi sua maior paixão, mas sempre acreditou que não fazia sentido colocar um desenho na parede ou no papel, se ele não passasse uma mensagem, e foi mostrando a realidade de uma forma doce e bonita, mas sem perder seu tom crítico, que a artista fez sua arte: seus principais temas são feminismo, sexo, cotidiano e aceitação do corpo.

Através de seus homens e mulheres, cis ou trans*, podemos perceber as várias formas, cores e perspectivas presentes dentro da sociedade, e é aí que Negahamburguer deixa de ser só um desenho na parede e passa a ser uma espécie de pensamento coletivo, que representa tantas pessoas.

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A artista paulistana pretende transpor sua arte das ruas para o papel não somente em forma de ilustração, mas agora também na forma de um livro. Através do Catarse o Projeto Beleza Real já conseguiu a arrecadação mínima para que o livro seja produzido e lançado, mas ele ainda não acabou: o projeto continua para tentar expandir esse trabalho, levando Negahamburguer a outros horizontes.

“Arte e manhas”: uma incrível miscelânea

O “Arte e manhas” dessa semana, orgulhosamente, apresenta: Lora Zombie.

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Lora é um pintora russa autodidata, que uniu sua influência grunge, e também um certo traço do punk, à arte de rua e cultura pop, criando obras incríveis, que mesclam a abstração e leveza da aquarela, com a geometria do traço, e essa é uma mistura espetacular. O trabalho da artista está começando a alcançar outros países, e por onde Lora passa, deixa muitos apaixonados pela sua mistura única! Ela já tem, inclusive, um livro lançado: “Grunge Art by Laura Zombie”.

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Dentre suas obras encontramos de autorretratos a obras extremamente críticas, sendo todas com uma qualidade incrível!Sinceramente não vejo forma melhor de apresentar a artista não sendo mostrar seu trabalho e seu processo de criação, que podemos acompanhar nesse vídeo, e em outros disponíveis em seu canal: