Os mil sóis de Khaled Hosseini!

Guerra, dor e acasos da vida que transformam a rotina das pessoas em atos de sobrevivência: esses são alguns dos aspectos do livro que, hoje, invade o Muquifo! Falo de “A Cidade do Sol”, de Khaled Hosseini, cujo título em inglês é muito mais bonito e sonoro: “A Thousand Splendid Suns”.

Imagem(Essa é uma arte – linda – que eu encontrei aqui, porém a edição na qual eu li a obra é essa)

Khaled Hosseini é médico e escritor, nascido no Afeganistão, local que ambienta todas as suas histórias, e fez um sucesso notável com o lançamento do seu primeiro livro, “O caçador de Pipas”, de 2003, que chegou a ser adaptado para o cinema, nas mãos de Marc Forster, em 2007; ano no qual foi lançado “A cidade do sol”, o que contribuiu bastante também para o seu sucesso de vendas! Aqui temos o encontro das histórias de Mariam e Laila, duas mulheres criadas de forma muito diferente, que tiveram suas vidas convergidas depois dos tristes acasos que a guerra pode causar, e não apenas a guerra física, mas também a guerra moral e social.

Para nós, ocidentais, há um grande senso comum sobre a cultura do Oriente Médio, e esse livro desmistifica um pouco a ideia de que todos e todas por lá aceitam certos preceitos que consideramos cerceadores de liberdades, como por exemplo o uso da burca; e ao mesmo tempo nos mostra que em todo lugar há aqueles que são extremamente conservadores e aqueles que são mais críticos e libertários. Esse é um ponto muito interessante desse livro, já que normalmente temos uma visão muito maniqueísta de culturas que não nos são íntimas.

É claro que estamos falando de um best-seller, e portanto não dá pra esperar certos aspectos literários que esperaríamos de um clássico; e qualquer um que já tenha lido mais de um livro do Khaled Hosseini percebe que há uma fórmula básica usada em suas histórias, mas sinceramente isso não diminui a obra e a experiência de sua leitura: o livro é muito bonito; e pra quem já leu “O caçador de Pipas”, é notável o amadurecimento da escrita do autor nesse segundo livro, sem falar da forma como as temáticas da guerra, da cumplicidade entre as pessoas e a liberdade são tratadas! É sim um livro triste, é sim um livro que vai te fazer chorar, mas também é um livro que vai te fazer sorrir e refletir em muitos momentos: leitura recomendadíssima!

PS: Recentemente o autor lançou um novo livro, “O silêncio das montanhas”, que eu ainda não tive a oportunidade de ler; mas vi uma resenha no LidoLendo, disponível aqui, que me deixou bastante instigada!

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