Descoberta e sentimento em “Azul é a cor mais quente”

O filme que protagoniza o post do Muquifo hoje rende várias polêmicas, dentre elas longas cenas de sexo entre duas mulheres, a temática da descoberta sexual e tensões entre atrizes e diretores. Tudo isso, porém, não impediu que o filme fosse aclamado pela crítica e ganhasse a Palma de Ouro. Alguns portais, como o UOL, fizeram reportagens sobre essas várias polêmicas, compilando-as e colocando algumas entrevistas e críticas sobre o filme, vale a pena dar uma conferida. Enfim, que o tapete vermelho se estenda para “Azul é a cor mais quente”.

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Título Original: La Vie d’Adèle – Chapitres 1 et 2
Ano de produção: 2013
Direção: Abdellatif Kechiche
Duração: 177 minutos

A trama do filme é baseada no romance gráfico “Le Bleu est une couleur chaude”, de Julie Maroh: Adèle é uma garota de 17 anos que começa a se descobrir sexualmente, após se apaixonar a primeira vista por Emma e seus cabelos azuis. Acompanhamos como Adèle lida com essas descobertas sexuais e a moral de sua família e amigos, e também como se entrega a sua paixão e lida com a sua vida acadêmica e profissional.

tumblr_mrn0hllp7k1r4xrx9o1_500Muitas pessoas deixaram as salas de cinema quando as longas cenas de sexo surgiram nas telonas, mas também, muitas pessoas foram aos cinemas em busca dessas cenas: esqueçam isso! O que quero dizer é que o filme tem sim o sexo e o amor presentes, mas esse não é o principal. Estamos inseridos na vida de Adèle e trata-se de um filme sobre descobertas e sobre decisões.

O filme tem cenas muito intimistas, que nos aproximam cada vez mais das personagens, e isso faz com que nos envolvamos com a trama de uma forma única, o que demonstra uma excelente escolha do diretor. Uma escolha não tão boa assim seria a duração do filme, que tem quase 3 horas. É claro que isso não faz do filme uma experiência ruim, e todo esse tempo tem, inclusive, uma função, já que explora cada detalhe de cada emoção e cena, não tornando a coisa cansativa. Tenho, porém, a impressão de que o filme poderia ser um pouco mais enxuto em alguns momentos.

A fotografia da obra é maravilhosa, e qualquer um que aprecie a sétima arte deve dar atenção sim a esse filme, independente de polêmicas ou críticas quanto a sua duração e explicitude. Enfim, assistam ao filme e tirem suas próprias conclusões; e pra quem já assistiu, aguardemos o próximo! Indico também a leitura desse texto, que apresenta algumas reflexões interessantes a respeito do filme e sua repercussão.

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Um comentário sobre “Descoberta e sentimento em “Azul é a cor mais quente”

  1. Me apaixonei totalmente por esse filme! Eu li os quadrinhos antes e foi ótimo também. Super recomendo. Acho que as críticas sobre as longas cenas de sexo, na minha opinião, são um reflexo da não compreensão sobre a história de amor linda, e muito realista, diga-se de passagem, que o filme conta.
    Beijo!

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