“Sétima”: liberdade e diversidade em 7 minutos.

Imagine uma menina que não se encaixa em sua realidade porque seu coração bate em um compasso diferente daquele considerado normal. Eis aí a personagem principal do curta comentado hoje na “Sétima” do Muquifo: com vocês a animação portuguesa “História trágica com final feliz”.

O filme é de 2005, tem roteiro e direção de Regina Pessoa, cineasta portuguesa, e é o curta português mais premiado da história. Dentre os prêmios que já ganhou, o mais importante é o do Festival de Annecy, considerado o “Cannes” do cinema de animação, e não é a toa que o filme foi tão elogiado: merece cada brilho de reconhecimento no olhar dos espectadores.

A história é, basicamente, a de uma menina que não consegue se encaixar, pois seu coração bate alto demais, provocando incômodo nas pessoas ao seu redor, logo provocando incômodo a ela mesma, já que o ser humano não pode se sentir incomodado por nada diferente que já tem uma postura intolerante. Ao longo do curta percebemos como a menina e a sociedade na qual ela está inserida lidam com essa diferença, até o momento em que o conflito é resolvido de forma sutilmente linda! É claro que, apesar de o filme ter só 7 minutinhos, eu não vou dar aqui nenhum spoiler, contando logo o que acontece no final, apesar de isso, a meu ver, não ser exatamente relevante para a trama: o que importa aqui são as reflexões que temos depois de assistir a tão poucos minutos, cheios de tanta poesia. Nos pegamos pensando sobre aceitação do próprio corpo, aceitação social, a diversidade dentro das sociedades, e principalmente a liberdade, porque, é claro, um coração descompassado é só uma metáfora para tantas coisas da vida que não funcionam no compasso social considerado “normal”.

Assistam a esse curta e se deliciem com essa narrativa poética e reflexiva criada Regina Pessoa. Deixo vocês com as incríveis últimas palavras pronunciadas no filme: “As pessoas já não sabiam se era alguém que morria ou alguém que nascia… mas uma coisa era certa: ninguém se importaria de partir assim.”

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“Sétima”: descobertas sutis

Mais uma vez a “Sétima” do Muquifo traz um curta delicado e incrível pra apresentar a vocês, mas dessa vez comento um curta brasileiro: “Eu não quero voltar sozinho”, com direção e roteiro de Daniel Ribeiro.

O curta é o segundo produzido na carreira de Daniel Ribeiro, que já participou de diversos festivais de cinema ao redor do mundo, e já recebeu mais de 80 prêmios, internacionais e nacionais. “Eu não quero voltar sozinho” estreou em 2010, no Festival Paulínia de Cinema, onde recebeu seus primeiros três prêmios, e desde então conquista os espectadores por onde passa.

O filme nos conta a história de Leonardo, deficiente visual que conta com a ajuda de sua amiga, Giovana, para se virar melhor na escola e em sua volta diária para casa: as coisas começam a mudar em seu cotidiano quando um novo aluno, Gabriel, chega a escola dos dois amigos, e começa a despertar sentimentos antes desconhecidos para Leonardo, e como efeito colateral dessa mudança também surge um novo sentimento em Giovana, o ciúme. A partir de então assistimos no curta a forma como Leonardo lida com esses seus sentimentos, de forma inocente, delicada e também envolvente.

Poucos foram os curtas no qual vi uma abordagem tão bonita e ao mesmo tempo tão orgânica da descoberta da sexualidade e do surgimento dos sentimentos de atração e afeto de uma forma mais carnal, e de certa forma também amorosa: e aí destaco também a atuação de Ghilherme Lobo, Tess Amorim e Fabio Audi, porque se não fosse por essa atuação tão bem feita não teríamos a mesma percepção do curta. “Eu não quero voltar sozinho” poderia se transformar em um relato clichê sobre preconceitos em geral, mas conseguiu trabalhar a temática de uma forma totalmente diferente: sútil e delicada, e falo isso porque são justamente essas as características que acredito terem feito o curta se transformar em uma experiência cinematográfica, e não em somente mais um filme.

Acho muito importante aqui falar que o filme chegou a sofrer censura dentro do Brasil, no Acre. Ele fazia parte do Cine Educação, programa que exibe filmes nas escolas em parceria com a Mostra Latino-Americana de Cinema e Direitos Humanos, e após ter sido exibido em uma sala de aula, o curta metragem foi confundido com o Kit Anti-Homofobia (que é mais homofóbico do que o nome pode sugerir), cuja distribuição havia sido proibida. Líderes religiosos do Acre pressionaram políticos da região e conseguiram a proibição do Programa Cine Educação e a exibição do filme nas escolas do estado.

Enfim, polêmicas a parte, uma notícia muito boa: ano que vem teremos um filme baseado no curta nos cinemas brasileiros. A estreia está prevista para o dia 28 de março e o filme se chamará “Hoje eu quero voltar sozinho”.

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“Acordes pra cuspir”: uma experiência musical na sua vida.

Você já se imaginou assistindo, em um mesmo dia, o show de quatro ou cinco bandas que estão entre as suas preferidas? Já se imaginou em um lugar onde todos, ou pelo menos a maioria, estão na mesma sintonia? Já se imaginou no meio de milhares de pessoas cantando junto com você as músicas que você canta todos os dias em casa, em frente ao computador, ou no ônibus, com os fones de ouvido? Pois esses são alguns dos principais pontos positivos de um festival de música, temática de hoje do “Acordes pra cuspir” do Muquifo! O foco de todas as percepções aqui colocadas será em dois festivais que com certeza todos já conhecem: O “Rock in Rio” e o “Lollapalooza”, mas acredito que a maioria delas, se não todas, são adaptáveis a maioria dos demais festivais de música brasileiros, portanto vamos aos pontos positivos e negativos desses grandes eventos!

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Acredito que o que mais chama a atenção em um festival de música é a grande quantidade de bandas, pelo valor do ingresso: o custo-benefício é sempre positivo, considerando que você poderá ouvir mais de 10 bandas, em um único dia, pagando um valor que geralmente não passa de R$300,00. Além de que essas 10 bandas serão nacionais e/ou internacionais, com shows, em geral, que são espetáculos com uma super produção que dá todo um toque mais emocionante a coisa, e que provavelmente você não conseguirá ver novamente, a não ser que você more em uma grande capital. É claro que essa grande quantidade de atrações também tem seu lado negativo: é possível que duas bandas muito boas estejam tocando ao mesmo tempo, em palcos diferentes, e então você terá que escolher entre as duas, mas vamos combinar que esse detalhe não diminui o saldo positivo do custo-benefício de um festival.

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Além disso, um festival de música não é só uma reunião de bandas fazendo shows, esse tipo de evento acaba se tornando uma experiência que é sempre guardada na memória de quem participa daquilo, já que há tantas emoções envolvidas, tantas atrações, que não se resumem apenas aos shows, mas também aos palcos temáticos, bares temáticos, a troca de experiências com gente de todos os cantos, que se reúnem em um mesmo festival em nome da música. Imagina você descendo em uma tirolesa em cima de milhares de pessoas, ao som de Metallica, ao vivo? É o tipo da coisa que você com certeza nunca vai esquecer, e vai ser um marco incrível da sua vida, e é exatamente o tipo da coisa totalmente possível e plausível em um festival, como no Rock in Rio.

ImageApesar de isso tudo ser muito incrível, tudo tem seu lado negativo, e aí vem a parte mais triste de um festival: comida e bebida. Tanto o Rock in Rio quanto o Lollapalooza não permitem a entrada de comidas ou bebidas (na teoria, já que há muitas pessoas que conseguem entrar sim com uns comes e bebes, mas vamos considerar aqui que a teoria é realmente seguida por todos), e aí quando você chega lá dentro se depara com preços do tipo: R$5,00 um copo de água, R$9,00 um copo de cerveja, R$15,00 em um pão com carne que eles apelidaram de hambúrguer ou então em um cone de batatas fritas que não passa de uns 200g de jeito nenhum. Infelizmente é esse o preço que se paga para não morrer de fome dentro de um festival. E aí você pensa que não precisa consumir nada lá, é só comer e beber bastante antes de entrar: mas isso é praticamente impossível, já que um festival desse tipo te suga todas as energias possíveis, em pulos, gritos, andar de um lado para o outro, etc, e também porque na prática não importa qual seja a temperatura no dia, a sensação térmica sempre será de calor extremo, e você vai precisar beber alguma coisa de qualquer forma. E por falar nisso, banheiros nem sempre são a melhor parte dos festivais, no Rock in Rio não tive qualquer problema com os banheiros, eram bem distribuídos dentro da Cidade do Rock, sempre limpos, e em geral nem dava filas imensas, já que tinham muitos; já no Lollapalooza, que eu nunca fui, mas fui informada por fontes, usar um banheiro significa perder tempo de show, a estrutura não é tão bem organizada quanto no Rock in Rio ou no Planeta Terra, por exemplo.

Enfim, ir a um festival traz suas dores no corpo no dia seguinte, faz você gastar uma bela grana em água, e sentir um calor desesperador, mas também te faz conhecer gente de vários lugares do país, conhecer e se apaixonar por bandas que você ainda não conhecia, e poder assistir aos shows das suas bandas preferidas, o que com certeza já valeria a pena por si só!

“Arte e manhas”: cotidiano em cores

7 pessoas, que correspondem a 7 cores, em uma página do facebook: a “Arte e manhas” dessa semana comenta a página “batata frita murcha” (https://www.facebook.com/batatafritamurcha).

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Na página encontramos as tirinhas feitas por Heron Prado, correspondente a cor amarela; Augusto Botelho, cor vermelha; Lovelove6, rosa; Daniel Lopes, azul; Mateus Gandara, roxo; Lucas Marques, verde; e finalmente Renata Rinaldi, representando a cor laranja. Cada uma das tirinhas vem com a cor de seu autor, trazendo temas dos mais diversos, como por exemplo os valores sociais de apego; o amor, em suas formas mais diversas; relações sociais; o cotidiano; na prática, as temáticas da vida: é a vida em arte, e a arte em vida, de forma simples, bonita e crítica.

E nada melhor para mostrar esse trabalho do que literalmente mostrando-o:

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Acesse a página no facebook e confira mais desse ótimo trabalho: 

https://www.facebook.com/batatafritamurcha

“Que frase hein?!”: O cotidiano e a literatura, em outro olhar

Essa semana o “Que frase hein?!” vai falar de uma escritora brasileira que é, por muitos, subestimada, quando na verdade deveria ser aplaudida por conseguir atingir o público que atinge, escrevendo o que escreve: falo de Martha Medeiros.

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Martha Medeiros, além de colunista no ‘Zero Hora’ e n’O Globo’, é autora de livros de prosa e poesia: já publicou mais de dez livros ao longo de sua carreira, dos quais já li quatro, e aqui contarei um pouco dessa experiência, porque experiências são muito mais verossímeis do que resenhas!

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O primeiro livro da autora com o qual tive contato é o “Poesia reunida”, que é uma seleção de poesias retiradas de seus livros ‘Strip-Tease’ (1985), ‘Meia-Noite e um Quarto’ (1987), ‘Persona non Grata’ (1991) e ‘De Cara Lavada’ (1995). Quando cheguei na metade do livro percebi que a visão que eu tinha da autora era totalmente deturpada, e que realmente vale a pena dedicar um tempinho pra conhecer melhor o seu trabalho. Como o filme “Divã”, baseado em um de seus livros, fez muito sucesso nos cinemas brasileiros, a autora acabou levando, em alguns meios, aquela fama elitista de que autores que escrevem coisas que a “massa” gosta são “autores menores”, e a visão que eu tinha dela era, em parte, influenciada por esse pensamento, mas “Poesia reunida” me fez ver que Martha Medeiros trata o cotidiano de forma leve e simples, mas sem deixar de levantar certas questões e reflexões, o que eu considero um mérito incrível, já que ela consegue mesclar muito bem o prazer da leitura divertida e fluida com a reflexão.

Depois disso, com a mente e o coração abertos para a obra da autora, li “Divã”, que eu esperava não ser tão bom assim quanto o “Poesia reunida” porque já havia assistido o filme e não tinha gostado muito: novamente, uma grata surpresa! Toda a superficialidade que havia me incomodado no filme não existia no livro. Nas páginas que nos contam a vida de Mercedes temos acesso a uma história muito mais subjetiva e reflexiva do que com o filme, e novamente Martha Medeiros me provou que é sim uma grande escritora no Brasil hoje. O terceiro livro da autora que eu li foi “Feliz por nada”, que reúne crônicas que iluminam nosso cotidiano, mostrando a realidade da nossa vida de uma forma singela e ao mesmo tempo próxima e distante da que vemos. Um trecho desse livro que achei incrível, e que abre a coletânea, acredito que mereça ser aqui reproduzido: “Dentro de um abraço é sempre quente, é sempre seguro. Dentro de um abraço não se ouve o tic-tac dos relógios e, se faltar luz, tanto melhor. Tudo o que você pensa e sofre, dentro de um abraço se dissolve.” Nessas crônicas encontramos o amor, a família, a amizade, nessa visão de quem vive no século XXI, nessa realidade tão abstratamente concreta e tão fugidia.

E por fim, o último livro de sua autoria que li foi “Noite em claro”, publicado pela coleção “64 páginas”, da LP&M Pocket. Essa foi a experiência mais diferente que tive com seu trabalho, porque senti sua escrita muito diferente, quando comparada com os livros anteriores, mas isso não é algo que eu julgue ruim, é apenas diferente. Aqui a escrita da autora se mostra mais quebrada, e ao mesmo tempo mais ritmada, o que eu relaciono com o próprio enredo da história: uma mulher, sozinha em seu apartamento, que resolve escrever um livro, em uma noite de insônia, enquanto chove, e é exatamente o ritmo dessa chuva que eu percebi nas variações do texto. Portanto, o adjetivo “diferente” para “Noite em claro” de forma alguma tem um caráter negativo, se trata exatamente do contrário. E para encerrar, deixo aqui reproduzido dois de seus poemas, que foi o meio pelo qual conheci e me encantei por essa escritora. E para quem ainda não leu nada dela, vá ler, e se quiser uma recomendação: comece pelas poesias, você não vai se arrepender.

“descubro meus vícios assim
cheguei na cabana e pensei
sem tevê eu não fico
sem você eu não vivo”

“o caminho é este
tem pedra, tem sol
tem bandido, mocinho
tem você amando
tem você sozinho
é só escolher
ou vai, ou fica

fui.”

“Sétima”: Um dos resultados da mente genial de Nolan.

A “Sétima” dessa semana comenta um filme que pode dar um nó na sua cabeça, mas com certeza é um dos grandes exemplos de porque o cinema é considerado a sétima arte: “Memento”, traduzido no Brasil como “Amnésia”.

O filme é de 2000 e foi escrito e dirigido por Christopher Nolan, que se baseou em um conto escrito pelo seu irmão. O roteiro do filme, em si, não é nada lá muito complexo, mas mesmo assim não recomendaria a leitura nem mesmo da sinopse, porque o que faz desse filme tão incrível é a forma como a história é contada, a forma como o espectador é envolvido, e a descoberta de cada nova informação junto com o próprio personagem, que tem um problema de memória. Logo na primeira cena já percebemos que esse não é um filme comum, porque a cena simplesmente se passa de forma invertida e corresponde exatamente ao desfecho de toda a história, porém o interessante é a construção de como esse final, que na verdade é o início, é possível: como Leonard chega àquela situação.

Dentro da trama há duas narrativas, que se diferem pela ausência ou presença de cor: há as cenas coloridas e as cenas em preto e branco, que vão contando paralelamente trechos de uma mesma história, de formas diferentes. E aí é função do espectador juntar todas essas peças e resolver o quebra cabeças que esse filme é: e é justamente aí que o filme me ganhou. Esse é um filme que não subestima seu espectador, ele não coloca o espectador em posição de receptor de mensagens prontas e de fácil compreensão; aqui o espectador é agente ativo na compreensão do enredo. Outro ponto que, para mim, é extremamente positivo para o filme é seu final, que na verdade é o início da história, por mais que isso pareça um tanto quanto confuso. Se tem algo que eu valorizo é um diretor que consegue fazer um filme bom, com um final aberto, condizente e enriquecedor para a trama: e Nolan consegue isso em “Amnésia”, dando margem para duas interpretações diferentes ao final, e consequentemente uma bela discussão sobre o filme.

Mais uma vez sou obrigada a fazer um adendo final sobre traduções: originalmente o filme se chama “Memento”, cujo significado se relaciona com lembranças, ou memórias, e logo na terceira cena do filme o protagonista, ao contar sobre o seu problema de memória para um outro personagem, afirma não ter amnésia, mas sim uma condição que o faz não conseguir guardar memórias recentes, e essa informação é constantemente reforçada. E então o filme é traduzido, no Brasil, como “Amnésia”, sendo que Leonard passa o filme inteiro reafirmando que ele não tem amnésia. Acho que nem preciso fazer nenhum comentário sobre isso né?! Enfim, assistam mais esse excelente trabalho da genial mente de Christopher Nolan!

“Acordes para cuspir”: Barcelona em melodias

A “Acordes para cuspir” dessa semana não sabia se migrava para a tag de cinema, ou se ficava na tag de música, ou se simplesmente ia passear para as bandas europeias, mas no final das contas o que importa é que estamos aqui, e comentaremos a trilha sonora do incrível filme “Vicky Cristina Barcelona”.

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Para falarmos da trilha sonora de um filme considero praticamente impossível não comentar nem mesmo de forma superficial o mesmo, então vamos a uma breve amostragem do universo no qual se encontra essa linda trilha sonora: o filme, dirigido por Woody Allen, gira em torno de uma viagem de férias que as amigas Vicky e Cristina decidem fazer a Barcelona, onde irão conhecer o pintor Juan Antonio e sua ex esposa Maria Elena, de forma que essas quatro pessoas começarão a desenvolver diversos níveis diferentes de relacionamentos, e aí é só assistindo ao filme pra entender sua beleza. Nesse momento quero focar é na trilha sonora, que junto a linda fotografia do filme, é capaz de arrepiar o espectador, de tão bonita. Todas as músicas são em espanhol e carregam em sua melodia a beleza e a sedução da Barcelona retratada no filme. Algumas músicas são apenas instrumentais, outras não, mas fato é que todas elas conseguem transmitir de alguma forma algum sentimento, e isso já é um mérito incrível!

1. Barcelona – Giulia Y Los Tellarini
2. Gorrion – Juan Serrano
3. Entre Don Aguas – Paco De Lucia
4. El Noi De La Marc – Muriel Anderson
5. Granada – Emilio de Benito
6. La Ley Del Retiro – Guilio Y Los Tellarini
7. When I Was A Boy – Biel Ballester
8. Big Brother – Stephane Wrembel
9. Asturias – Juan Quesada
10. Your Shining Eyes – Biel Ballester
11. Entre Olas – Juan Serrano

Destaco aqui duas das músicas dessa trilha que me tira os adjetivos:

– Barcelona – Giulia Y Los Tellarini

A banda é de Barcelona e se define como uma “coincidência do destino” que uniu todos os integrantes e acabou por chegar a esse produto final lindo: com a incrível música que mescla uma melodia marcante, e uma letra incrível e cheia de metáforas.

– Entre Olas – Juan Serrano

É até difícil falar de alguém como Juan Serrano, guitarrista flamenco, nascido em Córdoba, que parece brincar com as cordas, com uma intimidade que dá inveja. E, pasmem, sua estreia profissional foi aos 13 anos, e desde então sua fama pela Europa e pelo mundo só aumentou, e com certeza “Entre Olas” é um dos instrumentais mais lindos de “Vicky Cristina Barcelona”, graças ao incrível Juan Serrano.